sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Voltando.


Ps1.: Bem, tenho certeza que devo começar com um pedido de desculpas por ter dado uma parada longa aqui. Mas é que tô liderando uma gincana no meu colégio, e isso me consooome demais :)]

Sabe que é até engraçado, hoje, perceber que o maior empecilho realmente estava em mim, no meu querer efusivo e na minha insistência sem raízes sólidas. Aluguei minhas amigas essa semana pra falar, falar, falar e falar... E era mesmo isso que estava faltando! Agora estou assim, com um espaço vazio, mas bem limpo. E agradeço por isso, afinal, é mais agradável um espaço vazio e tranquilo que um sujo cheio de meios termos, olhares que subentendem e esperanças recalcadas. Seria injusta se não agradecesse as pessoas que me faziam sofrer por hoje estarem felizes, completas e bem acompanhadas, afinal, é na completude do outro (mesmo que superficial e momentânea) que encontramos o primeiro passo pra solução de nossos problemas. As pessoas que acompanharam meus últimos textos vão entender o que vou dizer: VOLTEI COM AS GAVETAS ARRUMADAS! ;)

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Será que é genética?


Na verdade eu sei que não. Não foi a genética que me fez guardar tanto encantamento por uma só pessoa. Mas se fosse, toda essa minha veia de revolucionária, essa paixão por Che Guevara, Luther King, Lênin e vários outros teria sim vindo do meu pai!

Eu sei que nessa idade que eu tô, a coisa mais difícil de se vê são pessoas falando de seus patriarcas. Mas eu não consigo ser assim...

Eu consigo me encantar com todos os seus discursos cheios de filosofia e de sonho, fico apaixonada com seus objetivos impossíveis - e ele sabe que os são - de querer mudar o mundo. A cada dia que passa meus olhos conseguem brilhar mais ao ver meu pai me dando um conselho, com a voz mais serena e com um tom de sabedoria e experiência. Me deslumbra ver que todas as vezes que ele me olha ele tenta me mostrar que me quer bem, aliás, o meu melhor.

Eu sei que pode parecer ridículo usar da frase 'O melhor pai do mundo'... Mas acho que, eu tenho o amigo, o irmão, o herói, o vilão e o sábio que eu realmente necessitava.

Paai, te dedico todo amor e dedicação do mundo, e te tenho como o meu baú, que guarda todas as misturas dos ideais socialistas com os pés no chão de administradores, mistura da energia de uma criança e a consciência de adultos, dos deveres cumpridos e dos maiores prazeres satisfeitos...
Obrigada por me ensinar com teu exemplo.

PS.: Eu tô no pc dele e procurei uma foto... Mas aqui só tem pautas, atas, e os cursos que ele dá... Mas deixa pra próxima, né?

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

As gavetas de minha memória.

"Ah, se eu pudesse me arrumar por dentro,tudo calminho nas gavetas" . Essa frase, que uma amiga me mandou comentando num dos textos aqui do blog, ficou remoendo minha cabeça.
Comecei a me imaginar como um enorme armário. E realmente, o sou. Acho que devo guardar tudo nas gavetinhas de minha memória e sempre abro mais gavetas pra mais histórias caber. Afinal, não sou dessas pessoas que esquecem de tudo. Lembro-me bem de minha infância, das minhas brincadeiras e também das crueldades que eu cometia com os garotinhos do meu colégio, lembro das manias feias de minhas antigas amizades e também não esqueço os detalhes de minhas paixões e amores.
E por falar em paixões, quantas bandas e livros sofreram com o meu fanatismo exarcebado e temporário. Devo ter entupido várias gavetas com as minhas músicas que vão de Renato Russo às bandinhas de Xote-Reggae..
Sei que não diferente poderia ser, cada gavetinha tem sua devida importância, e consequentemente, seu devido lugar. Às vezes tenho de relembrar remexendo as gavetas lá de longe da memória, por outras, apenas em uma fração de segundo vejo o conteúdo das gavetas em destaques.
Escondidas ou às vistas, cada uma delas tem uma importância inenarrável. Provavelmente todos meus amigos, livros, família, namorados, e lugares estão lá guardados. E não pense que todas as minhas gavetas estão empoeiradas e lacradas.. Há muitas ainda abertas, esperando as finalizações apropriadas e conteúdo - vida - o suficiente para serem guardadas adequadamente em seu lugar.
Ahh, e as vazias? São tantas... E eu sinceramente pretendo transbordá-las de aprendizado e boas experiências.
Seja no nosso baú ou num armário de gavetas (como quisermos figurar, é válido), tudo o que vivemos, não abandonamos por inteiro, e mesmo se esse for o nosso desejo, já foi vivido e cabe à nossa sensatez saber extrair disso o melhor.


Ps.: Gente, isso é um blog, e é meu, os textos que estão aqui também são frutos de meus desabafos e imaginação, portanto, acessa aqui quem se interessa.. E tudo que for feito nele será consequência de minha vontade, e só.. Se estiver incomodado, tem um X ali em cima... Aperta lá!

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Pra me danar por essa estrada, mundo afora, ir embora, sem sair do meu lugar...

A ansiedade está invadindo a minha alegria, não que isso seja novidade..
Já me acostumei com as borboletas no estômago e os olhos arregalados, atentos.
Quando se quer uma coisa, o primeiro passo é o mais difícil, mas ele está me parecendo o mais encantador...
Pois só pelo fato de eu querer, tudo se torna uma bênção.
Vou viajar pra um lugar no interior, excessivamente calmo. Mas eu confesso que estou contando as horas pra poder admirar o céu nublado, o cheiro da chuva, o barulhinho do feijão no fogo e principalmente largar tudo aqui de mão, e me ouvir, pensar, planejar, rir com minhas bobagens, e com o meu pensamento viajar por onde eu quiser...
Afinal, o nosso melhor está justamente escondido em nós, e pra pô-lo pra fora, a gente precisa o conhecer bem.

Eu quero a sina de um artista de cinema
Eu quero a cena onde eu possa brilhar
Um brilho intenso, um desejo, eu quero um beijo
Um beijo imenso, onde eu possa me afogar
Eu quero ser o matador das cinco estrelas
Eu quero ser o Bruce Lee do Maranhão
A Patativa do Norte, eu quero a sorte
Eu quero a sorte de um chofer de caminhão
Pra me danar por essa estrada, mundo afora, ir embora
Sem sair do meu lugar

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Exterior?

Eu preparei bem o meu terreno, e em breve ele ficará pequeno pra tanto eu.. E se essa tristeza criou raízes secas em mim, não pense que com lágrimas vou encharcá-las.. A nossa colheita nunca é única, mas eu garanto que é beem seletiva!



Hoje definitivamente comecei a achar que sofrer por amor, por saudades, por algo que não consegue ser alcançado, por outrem é fácil. Melhor dizendo, dói menos!
Quem parar um pouco pra ler meus textos mais antigos podem perceber vários dedicados a amores perdidos, amizades sem alicerces e alegria infinitas em grupo... Mas hoje, me deparei com um aperto no peito em que a maior, e única causadora dele, sou eu! Dessa vez não depende de um olhar, nem de uma sorriso nem de palavrinhas de amor... Não depende da cumplicidade de meus amigos e nem força moral de minhas amigas.
Dizem que pra amar o outro, temos que ter o amor próprio, certo? Se depender da minha atual 'baixa auto-estima', acho que muita gente vai ter que esperar por esse amor...
Eu estava me dedicando tanto aos meus 'assuntos' que, sem perceber, passei a tratá-los como se fossem de uma terceira e pessoa e me abandonei. Pensei que só organizando o meu interior, me entupindo de afazeres construtivos e prazerosos ia bastar pra uma vida feliz e eu nunca precisaria me olhar no espelho e me deparar com o meu estereótipo...
Eu não tô falando de uns dias e só, isso faz um bom tempo.. Mas tudo bem, hoje (espero que nem tão tarde assim) eu resolvi prestar atenção pra fora também, e quero me sentir agradável por completo...
Sabe quando a gente estuda em biologia reflexo involuntário, pois bem, com ele hoje eu reagi apenas me escondendo de mim mesma... E não pensem que isso é fácil de se aturar...
Mas, isso não vai durar muito, eu garanto!