quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Momentos de transição não são meus prediletos. De repente você toma um susto, olha ao redor e percebe quanta falta faz aquilo que era seu tudo. Há pouco tinha manhãs divertidas cheias de pequenas aventuras e milhares de distrações - tudo era sorriso. Hoje, falta. Há muito sinto falta de ouvir a frase que me era de costume: 'a tua felicidade me basta' - e só me ocupava de alegria. Prestes a cair em despedidas, a vontade é só de nomear todos os 'santos' que fizeram 'milagres' em minha vida e dizer-lhes que não preciso mais de engenharias de elevador/escadas para me perceber na ignorância de amar, nem de quilos de sorvete pra assistir ao jogo do flamengo, muito menos ouvir músicas melosas e desconhecidas só pra escrachar com um pouco (ou nenhuma) autenticidade tudo que deixei passar. Tudo mudou muito, e ainda não me enxerguei no lugar em que desejava. Essa nostalgia não me faz querer voltar ao passado, não fico remoendo impossibilidades. Só repenso minhas escolhas.
Talvez tenha deixado pra traz o que me transbordava.
Ou precise de mais um pouco de vazios pra encontrar o que me completa.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Foi preciso muito mais esforço pra perceber os dois elementos que sobraram: a dúvida e a desilusão. Aquele doído sentimento de PERDA, já não se justifica: não se perde aquilo que nunca possuímos. Não se perde amor, respeito muito menos reciprocidade, se não estão acompanhados da verdade. Ninguém ficou perdido.
Se a liberdade é um sentimento tão sublime, porque a amargante frustração de ver as borboletas de nosso jardim voarem pra tão longe? É uma pena: usei minha liberdade pra colorir meu jardim de você. Errei? Ainda sobraram o preto e o branco pra te resumir.
Dúvida e desilusão: ter tantas cores pra tão pouco você.