quinta-feira, 25 de junho de 2009

Os opostos se distraem, os dispostos se atraem.

Será que a sorte virá num realejo?
Trazendo o pão da manhã
A faca e o queijo
Ou talvez... um beijo teu
Que me empreste a alegria... que me faça juntar
Todo resto do dia... meu café, meu jantar
Meu mundo inteiro...que é tão fácil de enxergar...
E chegar
Nenhum medo que possa enfrentar
Nem segredo que possa contar
Enquanto é tão cedo
Tão cedo
Enquanto for... um berço meu
Serás vida... bem vinda
Em mim
Será que a noite vira num vilarejo
vejo a ponte que levara o que desejo
admiro o que há de lindo e o que há de ser... você
Enquanto for... um terço meu
Serás vida... bem vinda
Em mim

"Os opostos se distraem
Os dispostos se atraem"

Uma Carta

Olá querida!

É comemorável poder falar com você mais uma vez. Antes que você se preocupe, eu estou bem. Tudo por aqui continua na mesma: minha família uma 'graciinha', eu quero insistentemente me tornar alguém sério mas, sinceramente é difícil quando se tem tantas 'distrações'.
Soube que ficou preocupada com meu afastamento.. Não precisava de tanto! Só tentei me distanciar um pouquinho pra vê se haveria condições de ambas 'se virarem sozinhas'..
É, nesse meio termo não tive oportunidade de conhecer novas 'irmãs', nem fazer amizades duradouras ou confianças inquebráveis, como você os fez. Mas houve tempo suficiente pra não me arrepender de tanto tempo dedicado à você (e é claro que cada segundo foi recíproco).
Tenho duas notícias:uma boa e outra má. A má é que infelizmente eu consigo me magoar com algumas bobagens, mas, como dizem por aí: 'águas passadas não movem moinhos', e é por isso que estou esperando não sobrar nem um pingo dessas águas. A boa é que nenhuma dessas bobagens tiraram o brilho da nossa amizade, portanto, me perdoe se não estive com você quando precisou (o que eu acho um pouco difícil).
Não me julgue como egoísta, eu já sei que o sou.. Nem de ciumenta, também sou, doente! Mas existem sentimentos de desconfiança que não podem ser comparados com o ciúme.
Apenas te peço que, mais uma vez, tenha paciência comigo.. Sei que a maioria das pessoas são SIM totalmente substituíveis, mas, você faz parte da excessão na minha vida e eu sei que isso especificamente não é uma característica de nós duas, mas, acho que mereço um desejo realizado hoje..

(...)

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Os Insetos Interiores

Notas de um observador:
Existem milhões de insetos almáticos.
Alguns rastejam, outros poucos correm..
A maioria prefere não se mexer.
Grandes e pequenos. Redondos e triangulares, de qualquer forma são todos quadrados.
Ovários, oriundos de variadas raízes radicais.
Ramificações da célula rainha.
Desprovidos de asas, não voam nem nadam.
Possuem vida, mas não sabem.
Duvidam do corpo, queimam seus filmes e suas floras.
Para eles, tudo é capaz de ser impossível.
Alimentam-se de nós, nossa paz e ciência.
Regurgitam assuntos e sintomas.
Avoam e bebericam sobre as fezes.
Descansam sobre a carniça, repousam-se no lodo,
lactobacilos vomitados sonhando espermatozóides que não são.
Assim são os insetos interiores.
A futilidade encarrega-se de maestra-los.
São inóspitos, nocivos, poluentes.
Abusam da própria miséria intelectual,
das mazelas vizinhas, do câncer e da raiva alheia.
O veneno se refugia no espelho do armário.
Antes do sono, o beijo de boa noite.
Antes da insônia, a benção.
Arriscam a partilha do tecido que nunca se dissipa.
A família.
São soníferos, chagas sem curas.
Não reproduzem, são inférteis, infiéis, in(f)vertebrados.
Arrancam as cabeças de suas fêmeas,
Cortam os troncos, Urinam nos rios e nas somas dos desagravos, greves e desapegos.
Esquecem-se de si.
Pontuam-se
A cria que se crie, a dona que se dane.
Os insetos interiores proliferam-se assim: Na morte e na merda.
Seus sintomas? Um calor gélido e ansiado na boca do estômago. Uma sensação de: o que é mesmo que se passa? Um certo estado de humilhação conformada o que parece bem vindo e quisto.
É mais fácil aturar a tristeza generalizada, que romper com as correntes de preguiça e mal dizer.
Silenciam-se no holocausto da subserviência
O organismo não se anima mais.
E assim, animais ou menos assim,
Descompromissados com o próprio rumo.
Desprovidos de caráter e coragem,
Desatentos ao próprio tesouro...caem.
Desacordam todos os dias, não mensuram suas perdas e imposturas.
Não almejam, não alma, já não mais amor.
Assim são os insetos interiores.
O TEATRO MÁGICO ♥

A flor.

Uma flor.. Sim! Dessa vez vamos compará-la à uma flor..
Começou, é claro, apenas como um botão.. Ouvindo quais suas obrigações e seus anseios.. Tomar sol todos os dias sem exagerar, de certo. Ser regada com toda delicadeza e cuidar de todo o jardim que se ergue ao seu redor..
Depois de tantos cuidados e zelos, da melhor forma, essa flor desabrocha..
Tomou os devidos cuidados e todos os dias era cortejada primeiramente pelo jardineiro, que vinha sempre conversar com ela e admirar sua beleza, e depois pelos beija-flores, borboletas, formigas e todos os outros elementos que compunham aquele maravilhoso jardim...
O jardineiro era, sem dúvida, a visita mais esperada! Ela achava fantástico uma criatura participar do mundo dela e de outros mundos ao mesmo tempo. Não tinha medo dele, afinal, ele cuidava com todo amor e zelava por cada um daquele jardim.
Bem, na tardou para que o jardineiro tornasse as visitas menos frequentes. A consequência disso ficou visível, antes uma flor perfumada e bela, hoje, desleixada e sem mais preocupações com o jardim que a acolhia.
Eu (Clara Emanuela), é óbvio que poderia dá 'n' fins para essa flor.. Mas ela infelizmente fez do jardineiro uma peça essencial em sua vida. Isso não seria problema se sem ele, ela continuasse a exalar o perfume da natureza. A flor, perdeu algo e murchou. E junto com ela foi parte de seu tão iluminado jardim. E é exatamente assim que acontece com algumas pessoas.
Perdem 'peças' essenciais e se esquecem que tudo pode continuar: com defeito, sofrimento, recalques ou sei lá.. mas CONTINUA!
O importante disso? Aprender que é muito injusto com o nosso jardim e com a gente, desistirmos de nós mesmos. Há pessoas que precisam da gente pra construir vidas e histórias. Cuidemos da flor que somos nós e compunhamos com vontade esse enorme jardim.

sábado, 30 de maio de 2009

Considerações sobre o destino'

Desde que comecei a querer ter um pensamento crítico sobre tudo, tenho o 'destino' como uma coisa inexistente. Quando eu falo destino, é no sentido de 'pré-destinação', ou seja um futuro já previsto, linhas já traçadas, um final já esperado e etc.
Não acredito que seja possível Deus nos dá a vida e com ela escrito o seu começo, meio e fim. Se assim fosse, não haveriia sentido pra vida. Afinal, vir com as linhas da vida já traçadas não daria sentido à 'lei de causa e efeito', muito menos ao 'livre arbítrio'. Eu tenho certeza de que Deus é onisciente, onipotente e onipresente, e por isso tem a sabedoria da nossa vida, mas ele não faz da nossa vida uma história já escrita em que a gente só vai ter o trabalho e 'encená-la'.
O meu professor de literatura chegou a dizer que não podemos afirmar a existência ou não do destino e em certo ponto eu até concordo com ele. Se afirmarmos que ele existe, como fazer isso se não sabemos o que vai haver pela frente? Quem garante que ser pobre ou rico era meu destino? E quem garante que não?
Se estava escrito que eu me decepcionaria com minhas amigas, e agora, a minha próxima atitude, se ele está escrita, então porque preciso parar pra pensar por tanto tempo? Se já estava certo que alguém me faria sofrer, por que então eu teria encontrado essa pessoa? Até porque adquirir experiência não vai adiantar de nada, já que o destino está traçado e não depende nem de você nem suas experiências, não é mesmo? ¬¬
Acho que algumas pessoas confundem a lei de 'causa e efeito' com destino. Qual a consequência pra quem rouba, pra quem mata, pra quem faz algum mal à alguém? PAGAR PELO QUE FEZ. Isso não é destino, é consequência de algo feito no passado. É claro que nem tudo é consequência de algo, existem as circunstâncias. Ahh, a sorte e o azar? isso deixa pra outro texto!
Alguém não pode está predestinado a ser sempre feliz, sempre aceitar as coisas, ou qualquer coisa que seja, ninguém é totalmente previsível. Ninguém pode está isento de uma coisa chamada ERRO, muito menos da EVOLUÇÃO. Essas duas coisas não existiriam se a nossa história realmente já tivesse sido escrita.
Se desconhecemos a nossa origem e também a nossa destinação, como poderíamos saber o que vem pela frente?
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Clara Santana.